Resenha: A Herdeira

"E, aí pessoal, beleza?" Mal comecei e já vou parar de imitar a Fabíola Melo! Um beijo, Fabi! Meu exemplar de A Herdeira de Kiera Cass chegou dia 12 de maio e logo que ele chegou, eu já comecei a ler. Foi necessário, okay? Tudo para não receber spoiler! E falando em spoiler... Essa resenha pode conter spoilers, muitos spoilers!
Primeiramente, conheçam A Herdeira! (Aplausos, por favor)

Eu li a série inteira de A Seleção no ano passado e não fiz uma única resenha sobre isto, mas com esse quarto volume da série, vou fazer uma resenha sim! Porque precisamos, certo?
A capa do livro
Eu amei essa capa! Sou suspeita para falar, já que eu tenho uma "quedinha" pelas capas dos livros de A Seleção. Mas gostei de a modelo estar segurando a coroa, querendo dizer que ela já faz parte da Coroa (ah... sério? Isso é meio óbvio!). As cores usadas na capa são frias, acho que para passar a ideia de que a princesa é fria, impassível e séria. E a modelo está séria e de costas, passa a ideia de que ela não está muito contente com isto, ela é calculista e pensativa. E a mão em seu próprio ombro é um sinal de proteção, a princesa está tentando se proteger, no caso, da Seleção. Bom, isto foi o que eu entendi da capa.

A história

Eadlyn Schreave é a primogênita da ex-selecionada, agora Rainha America e o Rei Maxon (divo, lindo, perfeito! Okay, parei!). Ela tem mais três irmãos: Ahren, seu gêmeo sete minutos mais novo; Kaden, de 14 anos e Osten, de 10 anos. Graças a seus pais, Eadlyn é a herdeira do trono de Illéa (eles mudaram a constituição ou a lei? Não sei! Era para Ahren ser o rei, mas como Eadlyn é mais velha e os reis mudaram a regra, ela será a rainha.)
Tudo ia bem para a princesa, quando o povo resolve brigar entre eles, porque por mais que as castas foram dissolvidas, elas ainda pairam sobre as cabeças das pessoas. Pessoas que eram de uma determinada casta e quer trabalhar em algo que não é da sua ex-casta, estão sendo humilhadas e massacradas.(Obs.: A Coroa eliminou as castas, mas a monarquia continua a governar: rica, poderosa e morando num palácio, enquanto o povo está se matando. Maxon, eu te amo, mas você sabe que é verdade!) Então, para distrair o povo de seus problemas (olha a alienação aí, gente!), o Rei Maxon e a Rainha America decidem passar sua filha pela Seleção, o que eles pensam que traria unidade ao povo e algo para eles torcerem, enquanto o Rei tenta descobrir uma forma de acabar com a discriminação pós-casta. Mas a princesa não gosta muito da ideia, porque segundo ela, seus pais prometeram que nunca fariam uma Seleção com ela e o plano da futura rainha é governar sozinha. No fim, seus pais a convencem e seu plano agora é infernizar a vida dos selecionados e acabar com a Seleção em 3 meses e sem um noivo.
A Seleção começa e conhecemos os selecionados, dentre eles está Kile Woodwork- sim! Filho da Marlee e do Carter, toda a família deles fazem parte da Família Real; Hale Garner, um alfaiate estiloso que promete fazer todo dia algo para merecer a mão da princesa; Ean (esqueci o sobrenome dele), um cara metido e calculista; Henri, um norueco (da Noruécia) fofo que só pensa em agradar a princesa e Erik (ele não é um selecionado), o tradutor de Henri.
Muitas coisas acontecem, por exemplo, Eadlyn é alvo de comida em uma passeata com os selecionados; a princesa beija Kile (muitas vezes, mas apenas uma em frente as câmeras); ela expulsa meia dúzia de candidatos de uma só vez, acho que logo no segundo dia. O fato é que a Seleção da princesa não está contentando o povo, não está surtindo efeito e as pessoas começam a achar que a princesa não dá importância para a Seleção, tudo não passa de uma armação e que Eadlyn vê tudo como trabalho. De verdade, tudo começou assim mesmo, mas conforme a Seleção vai passando, a princesa começa a nutrir um certo carinho pelos selecionados e até fazer amigos! Mas sem nunca declarar sentimentos por nenhum. Eadlyn me deixou confusa, porque há momentos que achei que ela gostava de Kile, outros de Henri e outros até de Erik.
Eis que em um momento, a herdeira da França: Camille, também namorada de Ahren, vai a Illéa para um visita e os dois pombinhos fogem! Sim, fogem para se casar. (O que achei estranho, porque:
  • Fato 1: Eles já eram prometidos um para o outro;
  • Fato 2: A Rainha da França, Daphne, concorda com o plano de Ahren e Camille. Oi? E toda a diplomacia entre Illéa e a França? Os pais do príncipe não tem direito de vê-lo casar?!)
Ahren deixa uma carta para Eadlyn explicando sua fuga (leia o livro para saber) e lá ele nos revela que muito mais províncias do que Eadlyn pensava estão se rebelando contra a monarquia (sim!Err...Tinha esquecido de comentar isso) e que o motivo para as rebeliões é nada mais, nada menos que a futura rainha de Illéa! Talvez por ela ser jovem; talvez por ela ser mulher ou por motivos que ninguém entende (parafraseando Ahren), mas acho que o motivo principal é porque Eadlyn vive em uma bolha de superioridade e poder.
Depois de ler a carta, Eadlyn procura seus pais e descobre que sua mãe teve um ataque cardíaco, por causa do filho fugitivo e todo stress que estava passando (tudo bem! Mas vocês já fizeram as contas e viram que, nesse livro, America tem por volta de 38 anos de idade? Para mim, é uma pessoa nova que tem chances minúsculas de ter um ataque cardíaco, mas ela tem histórico na família... Okay! SÓ NÃO MORRA, AMERICA!)
O livro termina com todos orando pela vida da Rainha e Eadlyn tomando uma decisão que mudará o rumo de toda a história (e que me fez dar gritinhos, por mais que estivesse com os olhos lacrimejando): ela vai sair da Seleção com um noivo, só falta saber quem! 
Senti-me lendo Uma Aflição Imperial no final desse livro.(Oie, John Green!)
Última página do livro
Pontos positivos, depende do ponto de vista
  • É mais um livro de A Seleção! AGORA É SÉRIE E NÃO TRILOGIA!
  • Podemos ver America, Maxon, Aspen, Lucy, Marlee e Carter.
  • Conhecemos a Família Schreave.
  • Parece que Eadlyn está mudando, vamos confirmar no próximo volume.
  • Isso não é positivo, mas talvez você entenda depois que eu explicar. Eadlyn é assediada. Não é legal isso! Mas o que achei interessante é porque isso é uma realidade em nossa sociedade e isso está sendo refletido até em livros. Muitas meninas são assediadas e estupradas todos os dias em qualquer lugar do mundo, e Kiera colocar isso num livro, uma princesa sendo assediada por um maníaco, lembra-nos que isso é real. Nada aconteceu com Eadlyn, porque ela escapou a tempo, mas muitas meninas não têm a mesma sorte.
  • O livro nos mostra que mesmo depois de dissolver as castas, os problemas não foram resolvidos. E na realidade é assim que funciona, uma medida não vai mudar toda uma história de problemas. É necessária a cooperação de todos, governo e povo.
  • Muitos motivos para suspirar e torcer. (hahahah)
Pontos negativos
  • A Princesa Eadlyn é uma chata de carteirinha, metida, mimada, egocêntrica. America e Maxon, vocês erraram na criação dessa criança! Essa frase resume tudo: 
"Olhei para o espelho e disse para o meu reflexo: 
-Você é Eadlyn Schreave. Será a próxima pessoa a governar este país e a primeira garota a fazer isso sozinha. Nenhuma pessoa -prossegui- é tão poderosa quanto você." Página 11
  • America e Maxon parecem outros personagens, e não A America e O Maxon dos três primeiros livros de A Seleção.
  • A dinâmica da família Schreave foi muito pouco explorada, por mais que dê para ver o amor de um pelo outro.
  • Em alguns momentos parece que o livro foi escrito as pressas por falta de alguns detalhes.
  • Como assim America e Maxon mal falaram de como se conheceram? Sobre a Seleção? Sobre sua história?! Eadlyn, basicamente, não sabe de nada da história de seus pais. Acho que tudo que ela sabe se resume a: Meus pais se conheceram na Seleção.
  • O livro tem poucas reviravoltas, quase nenhuma. A história é bem plana.
Minhas teorias (e por quem estou torcendo na Seleção)
Estou torcendo por, basicamente, quatro personagens. Na verdade, é mais ou menos assim: Caso a princesa escolha alguém, não sendo o Ean, ficarei feliz. Mas eu tenho meus preferidos: 
  • Kile: Se Eadlyn escolhesse ele, ia ser bem fofo e clichê, muito clichê, já que ele foi o primeiro garoto que ela beijou na Seleção. Ia repetir um pouco a história de seus pais: escolher seu aliado dentro da Seleção; aquele que não queria estar participando da competição e com quem o selecionador escolheu dar o primeiro beijo dentro da Seleção. Clichê demais até para mim! Apesar de eu apoiar a ideia dos dois juntos e achar que Kile está começando a gostar da Eadlyn e vice-versa. E também, os pais de Kile quer que ele fique no castelo, mas ele quer ser livre dos muros do castelo, acho que o garoto vai ter que mudar muito seus sentimentos para querer, por conta própria, ficar no castelo. Mas acho que ele demonstrou uma grande sabedoria para questões políticas.
  • Hale: Ele é uma graça. Ele diz que vai fazer algo todo dia para merecer a mão da princesa. Seria legal ele com a Eadlyn, já que ele também ama moda e é bem simpático. Apesar de Hale e a princesa não ter muita "química", caso ela escolha ele, eu apoiaria o casal.
  • Henri: Desde o momento em que ele apareceu, eu gostei dele. Henri é fofo. Ele faz de tudo para agradar Eadlyn. E apesar de não falar inglês direito, acho que o relacionamento dos dois ia dar certo. Ele entende o que é ser o príncipe-consorte, respeita Eadlyn, se interessa pelas coisas com que ela trabalha e procura entender e ajudar e com tudo isto, ainda consegue ser simpático e um ótimo cozinheiro. E também: ele e a princesa se beijaram, e foi um beijo mais fofo do que o beijo com Kile. A princesa está nutrindo sentimentos de grande carinho por ele e já está até se preocupando. De verdade, acho que ela está começando a gostar dele. E ele, só fala dela.
  • Erik: Ele não é selecionado, é o tradutor de Henri. Mas está se tornando amigo da princesa e se preocupa com ela, mesmo que não tenha. Erik a entende e ainda dá conselhos. Eles estão se relacionando de verdade, sem ter que cumprir com as obrigações da Seleção. Por isso, acho que é uma grande aposta torcer por ele, mesmo que ele não esteja na competição. A intenção da princesa era acabar a Seleção sem um noivo, mas e se ela fizer isso e ainda se casar depois? A ideia não era ela se casar? Imagine que história de amor não seria, ela se apaixonar por alguém que estava fora, alguém que não era para ela se apaixonar? Isso sim ia ser uma história! Clichê, mas não muito, nada óbvio. Seria uma história que valeria a pena ter tirado da categoria trilogia, para ser nomeada série! Já deu para perceber que meu maior team é pelo Erik, né? Sim, eu sou Team Erik!
Eu também torcia pelo Baden, mas ele saiu da Seleção por conta própria, porque ele disse que a princesa não estava nem aí para ele e que ela enxergava tudo como "trabalho". Ele disse umas boas verdades na cara dela, como: Você é mimada, egoísta, chata e fria. E se foi, e ainda fez uma entrevista falando mal dela. 

Algumas frases
Eu sempre compartilho as frases que mais mexem com a minha pessoa quando leio algum livro, então aqui vai:
Sábias palavras da experiência, Rei Maxon.
Rainha America dando conselhos.


E então?
Dei três estrelas para esse livro no Skoob, porque acho os três primeiros os melhores. Indico os três primeiros livros: A Seleção, A Elite e A Escolha, mas A Herdeira... Vou ser sincera, só leia se você estiver com muuuuita vontade de ver "o que vem depois do felizes para sempre?".
É um livro legal, mas há muitos outros melhores. No final, eu pensei: Se tivesse ou não A Herdeira, não ia fazer muita diferença e olha que eu sou uma selecionada que ama demais essa série!

O que você achou da minha resenha? (Não vale falar: Grande!) Comente, compartilhe!
Obrigada pela atenção!
Beijos!

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