Sonhos e Jardins: Cap. 1, Mudança

Sou uma garota que não teve muitos amigos, mas não perdi a infância por isso, sempre brinquei sozinha, e me divertia, quando fazia amigos não me apegava muito, pois sabia que era temporário. Meu pai se chama Paulo, ele é empresário , e mudamos de cidade constantemente por causa disso, minha mãe se chama Mariana, ela é uma médica clínica geral , minha mãe é linda, seus cabelos caramelo cacheado caindo sobre o ombro, a pele clara de porcelana, e os olhos cor de mel lindos,maravilhosos, minha mãe diz que eu herdei sua beleza, e a herança me serviu muito melhor ,mas eu a tento convencer que eu não sou bonita, mas adianta alguma coisa? O meu pai é outra beleza rara, seu cabelo é liso, mas ele é curto, um castanho meio dourado super lindo , a pele dele é bem mais porcelana do que minha mãe, e seus olhos são verdes bem claro, meio azulados em volta, meus pais são essencialmente bonitos , eles dizem que eu sou bonita, linda, muito mais do que eles , que eu herdei a beleza oportuna dos dois, que sua espécie deu uma beleza rara e tal,mas toda vez que eles começam com esse blá ,blá ,blá eu me distraiu e finjo que ouço.

Eu nasci em uma cidade do interior do estado de São Paulo, em Botucatu, quando tinha dois anos, meus pais se mudaram para Campinas, devido ao emprego de meu pai, aos 5 anos, nós nos mudamos a Curitiba, no estado do Paraná, lá tivemos uma belíssima casa, de dois andares, eu tinha um quarto lilás , cheio de borboletas,lilás sempre foi minha cor preferida e eu sempre amei borboletas,moramos lá por um bom tempo , por 5 anos, quando mudamos de lá eu tinha 10 anos, meus cabelos eram grandes e eu os amava, meu cabelo é castanho dourado, no caso ele é castanho e no sol fica com mechas douradas, meus olhos são verdes azulados como os de meu pai e minha pele é também parecida com porcelana, aos 10 anos mudamos para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, lá moramos 4 anos, com 14 anos, mudamos para Assis, em Assis foi legal tudo, mas eu estava muito entediada lá fazia muito calor, ensúportavelmente, graças a Deus ficamos pouco lá, só 2 anos, quando eu tinha 16 anos fomos para Bauru, eu amava Bauru, pois tinha o shopping, e eu ia com minhas colegas, para passear, fazer compras e tomar Sundays maravilhosos, e agora com 17 anos, que eu tinha acabado de fazer, nós iríamos nos mudar para Botucatu, no caso iríamos voltar a nossas raízes,para mim Botucatu é uma cidade nova em questão de morar, de vez em quando, nos aniversários da família,feriados, Natal, Ano Novo nós íamos lá, e muito pouco íamos nas férias. Meu pai tinha conseguido um emprego, em um campo de mercado lá, ele tinha conseguido comprar uma mini empresa de negócios que prometia lucrar muito, nós estávamos felizes, porque iríamos agora pela 1ª vez na vida morar na mesma cidade que nossos parentes, mas a felicidade não ocupava todos os meus sentimentos, Bauru ia deixar boas lembranças, eu amava ir ao shopping com minhas colegas, elas eram legais, nos divertíamos muito.

Lá em Bauru as meninas me apelidaram de “Luh”,porque todas tinham pequenos apelidinhos, e elas gostavam de me chamar assim, na escola os professores me chamavam de “Luiza Franché” ou “Senhorita Franché”, lá os professores não gostavam de chamar pelo apelido, por causa do tal bulling ou famosa: panelinha ou apelido de mal gosto, os dois juntos é o bulling.As meninas de Bauru se chamavam: Mi : Milena Santos; Pri : Priscila Andesco ; Cah: Camila D’icard ; Gi: Giovanna Sencardi e eu que elas me apelidaram de “Luh”, tudo bem...elas eram minhas amigas sim, elas eram as mais legais de lá, e como sempre tem a malvada...lá também tinha ela se chamava Sandra, tinha cabelos negros brilhantes até o meio das costas, olhos pretos, parecendo duas jabuticabas, e os lábios vermelhos bem vivos e a pele num tom desconhecido de marrom, e como sempre ela tinha suas seguidoras Ângela da Silva e Jessica Madalena, duas meninas baixinhas,feinhas e muitíssimo chatas.Sandra Marianne Camargo só tinha as duas de “amigas”, no caso, elas eram as suas seguidoras. Sempre estragavam tudo da vida dos outros, um dos nossos colegas foi expulso por causa delas, porque elas queriam que ele passace a resposta da prova, e ele disse que não, depois ao terminar a aula, foi lá, se bateu inteira e disse que foi o meu colega Renato Albergue que tinha batido nela para a diretora. Muito mentirosa,não é?

-Luiza,minha filha,já são 3 e meia da tarde e a senhorita ainda não tomou banho?-Minha mãe me tirou de meus pensamentos profundos, minhas lembranças de Bauru.
-A mãe...me desculpe, eu acabei dormindo...Estou exausta!- Eu estava mesmo exausta...
-Luh, querida, a viagem é de 1 hora da tempo de você descansar! Agora vá, tomar banho, se não seu pai vai dar a luz!
-Mãe?-Eu tinha uma pergunta, que me estava na garganta a muito tempo.
-Que foi,filha?-Respondeu ela automaticamente.
-Você acha que as pessoas de lá, vão gostar de mim?
-Mas é claro! Filha,você é uma menina muito legal e simpática!
-Eu estou com medo de não me enturmar bem com eles...
-Não tem com que se preocupar, querida.Vá tomar banho, seu pai deve estar nervoso!-Ela riu nessa ultima parte, para não ficar chato, ri também, sem saber o motivo ou onde estava o humor.
Peguei minhas coisas e fui tomar banho, ao sair escolhi minha roupa preferida, não “a preferida”, mas uma que eu gostava muito de usar, era um vestido até o meio das cochas, ele era branco com umas florzinhas lilás e um cinto lilás na cintura, a legue era lilás e ia até a panturrilha . Coloquei minha sandália rasterinha branca, que tinha uma flor prata.Penteei meus cabelos, e eles formaram cachinhos na ponta.Quando cheguei na garagem com minha ultima caixa de pertences, vi que minha mãe já estava histérica,batendo os pés no chão,furiosamente, o meu pai estava dentro do carro jogando “tetris” no celular.
-Luiza Franché, eu disse que era para você ir rápido!
- Minha mãe me disse ao vir pegar a ultima caixa da minha Mao.
-Mãe,você não disse que o pai, estava dando a luz?
-É filha...Estou dando a luz!- Disse meu pai com a voz mais suave e tranqüila do mundo.
Na verdade, minha mãe é a histérica e meu pai era “o calmo”.
-Ai,filha, eu disse que era ele, para você andar rápido!-Disse-me minha mãe.
-Cadê a Lili?-Lili é a minha cachorrinha poodle branca, linda, fofa e peluda.
-A certo...onde essa cachorra se meteu?- minha mãe resmungou-Vou procura-la...
-Mae, não precisa procurar...- disse eu , quando entrei no carro- A Lili já está dentro do carro!

Minha mãe terminou de fechar a casa e entrou no carro, quando o portão abriu, havia um enorme caminhão na rua, obvio que era o caminhão de nossos pertences restantes. Coloquei o cinto e fechei os olhos, peguei o meu mp10 e coloquei o fone no ouvido, fiquei ouvindo musica. Suspirei, pensando de como ia ser triste deixar Bauru. Uma lagrima traira escapou de meus olhos.

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